Projete a Sua Empresa no Futuro

“O trabalho qualificado implica de certo modo um elemento de capital pois a educação e a formação exigem recursos."

(Jan Tinbergen)

Seria redundante iniciarmos o presente texto enumerando as alterações que a economia e o tecido empresarial sofreram nos últimos anos e, em particular, as consequências dessas mudanças. Não o sendo necessário, é, em toda a linha, uma realidade com tendência para se aprofundar e que, indubitavelmente, empregadores e colaboradores devem manter presente nos processos de tomada de decisão, pessoal e profissional.

Presentemente, por exemplo, os processos tradicionais de gestão de carreiras é completamente obsoleto: se, por um lado, já não existem empregos para a vida, por outro, os colaboradores procuram novos desafios profissionais.

Esta perspetiva, mais do que representar uma mudança em si, é indutora de novos desafios para as Organizações e para os recursos-humanos. Estudos de mercado começam a apontar uma tendência: a permanência dos colaboradores numa Organização não se resume exclusivamente ao valor do salario auferido mas, antes, a um conjugar de fatores em que se destacam as condições de trabalho, o ambiente de trabalho, o relacionamento das equipas e o que os recursos-humanos consideram a valorização do trabalho desenvolvido onde, entre outros fatores, se destaca a promoção interna, a capacitação e formação para as tarefas desempenhadas. As Empresas têm, assim, de se assumir como um ecossistema, per si, atrativo para os colaboradores de uma forma constante. Em paralelo, o inverso também é uma realidade, os colaboradores têm de se renovar constantemente para serem o principal ativo das Organizações.

A formação assume, por isso, um valor ímpar nas estruturas atuais das Organizações, bem como, no desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores. Para isso, basta pensar na tarefa mais simples que um colaborador tenha de realizar num processo produtivo. Este será tanto mais eficiente e eficaz no desempenho quanto tenha apreendido a realização da tarefa, permitindo observar respostas diferenciadas na sua ação face às exigências que lhe sejam colocadas. Não obstante, o colaborador sentir-se-á realizado com o seu desempenho e, por isso, mais satisfeito dentro da Organização.

Por tudo isto, sabemos que a formação/ capacitação não pode ser considerada uma atividade marginal nas Organizações, ao invés, deve assumir uma posição centrar de enriquecimento pessoal e organizacional e, por isso, contribuir para a projeção de novos horizontes e resultados operacionais. A formação é, sem dúvida, o caminho mais efetivo para colocar a sua Organização no futuro já hoje.

Nicolau Roque Susana Amaral

Nicolau Roque // Susana Amaral

Delegação Centro da XZ Consultores, SA

 

 

 

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